Alunos denunciam condições precárias para estudar em escola de região isolada no AC: 'Desassistidos'

Estudantes enfrentam condições precárias para estudar em escola de região isolada no AC Moradores da Comunidade Belém, região que fica a dois dias de barc...

Alunos denunciam condições precárias para estudar em escola de região isolada no AC: 'Desassistidos'
Alunos denunciam condições precárias para estudar em escola de região isolada no AC: 'Desassistidos' (Foto: Reprodução)

Estudantes enfrentam condições precárias para estudar em escola de região isolada no AC Moradores da Comunidade Belém, região que fica a dois dias de barco do município de Jordão, no interior do Acre, denunciam as más condições da Escola Estadual Itapecerica, situada às margens do Rio Muru. Além disso, o número de professores é insuficiente. (Assista ao vídeo acima) A escola foi construída com madeiras, mas há muitas frestas nas paredes. Uma das imagens mostra uma sala de aula molhada pela chuva enquanto os alunos assistem à aula. Para não molhar tanto dentro da sala, os professores cobriram a parte superior das paredes com tecido TNT. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Os alunos aparecem guardando os materiais escolares, devido à forte chuva que também entra pelas goteiras no local. Em nota, a Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE-AC) informou que a unidade é um anexo da Escola Estadual Joaquim Nabuco e que há uma empresa contratada para fazer os serviços de manutenção. Segundo a pasta, será emitida a Ordem de Serviço no valor de R$ 350 mil para o início dos trabalhos, e técnicos já estiveram no local realizando a verificação das necessidades. LEIA MAIS: Buracos nas paredes, banheiro sem privacidade: alunos enfrentam condições precárias para estudar em região isolada no AC Em meio ao mato e à poeira, alunos de zona rural no AC enfrentam condições precárias em casebre sem paredes: 'É muito ruim' Indígenas relatam escolas cobertas de palha, sem paredes nem piso no AC: 'Chove mais dentro que fora' Escola que é feita de madeira aparece molhada devido as frestas entre o madeirame Arquivo pessoal Alunos cogitam desistir dos estudos A escola atende alunos do 6º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio. Por ser a única na região, os estudantes ficam condicionados aos problemas, que, segundo eles, são constantes. Na unidade de ensino há apenas dois professores que dão aulas para todas as disciplinas. "Sempre foi assim. Tem muitos alunos que estão desistindo, o meu irmão é um deles, diz que prefere trabalhar logo e que estudar não dá resultado de nada. Mas, eu tento incentivar pois faltam só dois anos para ele terminar. Uma vez até já ficou de duas semanas sem lanche e tudo isso prejudica a gente que já somos tão desassistidos", declarou uma ex-estudante, que preferiu não ser identificada, ao g1. A jovem contou ainda que a situação é tão precária que os próprios estudantes resolveram filmar e publicar o vídeos nas redes sociais. "A gente aqui não tem opção, graças a Deus me formei no ensino médio no ano passado, contudo, meus irmãos ainda seguem passando pelos mesmos problemas que eu passava desde o 6º ano, quando fui matriculada nessa escola. Não tem cadeira e as que tem, estão quebradas", diz. Quanto à opção de frequentar outra escola na região, a jovem explicou que o acesso é difícil. Além disso, a instituição precisa disponibilizar um barqueiro para levar e buscar as crianças na comunidade. "Pra gente chegar no Jordão é dois dias de barco, já em Tarauacá são três dias. Tem uma outra escola por aqui, mas demora meio dia de embarcação, aí não dá. Para chegar aqui na escola é 30 minutos pelo rio e já é longe, imagina se for mais para longe", explicou. Reveja os telejornais do Acre